Título projeto: Inovar, partilhar, competir: modernização cultural e turística na Eurocidade termal e da água (EUROCIDADE TERMAL E DA ÁGUA)
Código: 0312_EUROCIUDAD_TERMAL_Y_DEL_AGUA_1_E
Programa: INTERREG VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027
Orçamento
- Orçamento aprovado: 515.255,00€
- FEDER (75%): 386.441,25€
Beneficiários:
- Eurocidade Chaves-Verín, AECT
- Município de Chaves
- Município de Verín
Calendário
- Data do início do projeto: 01/05/2023
- Data de fim do projeto: 21/12/2026
Resumo
INOVAR, PARTILHAR, COMPETIR: MODERNIZAÇÃO DA CULTURA E DO TURISMO…
Este projeto define uma intervenção que aborda a cultura nas suas duas vertentes, intimamente relacionadas, de uso social e recurso económico (através do turismo), para melhorar a qualidade de vida e FAZER DE CHAVES-VERÍN UM LUGAR ATRATIVO PARA O DESENVOLVIMENTO PESSOAL e, com isso, fixar população. Trabalha fundamentalmente com dois recursos, o PATRIMÓNIO TERMAL, até agora protagonista das estratégias turísticas, e a PROGRAMAÇÃO OU AGENDA CULTURAL, tradicionalmente abordada como um serviço à população local. O AECT e as Câmaras Municipais pretendem ultrapassar esta dicotomia na abordagem, assumindo um modelo de gestão integral que valorize os recursos culturais como ferramenta de DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO, INCLUSÃO SOCIAL E INOVAÇÃO SOCIAL em pleno alinhamento com o O.E. 4.6. Interreg. Para isso, baseia-se nos três princípios que dão nome ao projeto:
- INOVAÇÃO, sobretudo através da DIGITALIZAÇÃO, para criar produtos e serviços culturais mais inclusivos e atrativos para a população e o mercado turístico. A inovação é também uma resposta às sensibilidades atuais, consubstanciadas em princípios horizontais, e isso é algo que as TIC também ajudam com grande eficácia.
- PARTILHAR, reforçar a cooperação transfronteiriça como forma de aumentar a eficiência das despesas, melhorar a qualidade dos serviços culturais para os cidadãos e criar produtos turísticos competitivos no mercado; Para além do carácter transfronteiriço, acrescenta valor para efeitos de (1) DESENVOLVIMENTO PESSOAL, (2) COESÃO SOCIAL e (3) DIFERENCIAÇÃO no mercado.
- COMPETIR. A inovação e o carácter transfronteiriço vão criar uma Eurocidade mais competitiva em duas vertentes: (1) face à atratividade dos grandes centros urbanos, principalmente para os jovens, e (2) no mercado do turismo, que atravessa um momento chave em que a digitalização protagoniza as novas ofertas e, com ela, as exigências dos utilizadores.
…NA EUROCIDADE TERMAL DA ÁGUA.
Fazemos isso dando destaque a um elemento cultural genuíno: o TERMALISMO. Pretende-se revolucionar a relação dos cidadãos com o legado termal, atualmente fragilizado, através de uma valorização que se conecte às sensibilidades atuais e que, adicionalmente, reforce a sua competitividade turística, retroalimentando os valores sociais e económicos.
Objetivo Geral
1. Objetivo Geral
Avançar na integração da gestão cultural e turística, em particular dos recursos patrimoniais termais e na oferta de eventos artísticos e culturais, criando um ESPAÇO CULTURAL E TURÍSTICO comum e inovador que faz de Chaves-Verín um ambiente competitivo em QUALIDADE DE VIDA e TURÍSTICO ATRAÇÃO, com a adaptação tecnológica como estratégia instrumental chave.
2. Contribuição para o O.E. 4.6. Interreg
O.E. 4.6: Reforço do papel da cultura e do turismo sustentável no desenvolvimento económico, inclusão social e inovação social.
- O projeto aposta na cultura como motor de mudança, privilegiando o património termal, muito singular e que adquire o seu verdadeiro peso na sua dimensão transfronteiriça, e a cooperação na programação cultural.
- As políticas de turismo cultural e de serviços culturais para as populações locais estão integradas numa única estratégia: se até agora o património termal era tratado prioritariamente como um bem turístico e a programação cultural era sobretudo dirigida aos residentes, a nova abordagem quebra esta dicotomia, reforçando a identidade e papel social do legado termal e a projeção externa (turística) dos eventos.
- A dimensão económica é abordada através da melhoria da competitividade dos serviços culturais, com forte apoio nas TIC, e novos processos de trabalho com a indústria cultural (criadores e programadores de eventos). Considera-se que essa dimensão económica é retroalimentada com uma melhor perceção social da própria cultura.
- Reforça-se a ligação entre a população e a sua cultura e o seu carácter partilhado (transfronteiriço), melhorando a coesão social e o enraizamento territorial.
- Aplica-se uma estratégia global de inclusão que procura proactivamente a participação de todas as pessoas, em particular mulheres, jovens e pessoas com deficiência, no desenvolvimento do projeto e nos seus resultados.
- É aplicada uma estratégia global de sustentabilidade, sobretudo através de medidas de aplicação das TIC à eficiência na prestação de serviços, a par de outros investimentos adicionais em energias limpas, monitorização e sensibilização ambiental.
- Lançam-se novas ferramentas e novos processos de trabalho que procuram o envolvimento das pessoas e dos agentes económicos e culturais na gestão do projeto e da política turística e cultural, sobretudo nas suas componentes de cooperação transfronteiriça e inovação tecnológica.

